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Blog Boatos e Fake News
por Bruna Lima


Bruna Lima é graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Leitora assídua. Boa ouvinte. Criativa.






Relação professor-aluno: uma reflexão particular
Por: Bruna Lima em 13/12/2018

É normal ouvir estudantes afirmarem que foram marcados por relações estabelecidas com seus professores. Eu mesma fui incentivada a seguir a carreira jornalística no colegial. Mas, e quando o professor te desmotiva a continuar?

Antigamente, a relação hierarquizada era frequente nas comunidades acadêmicas: enquanto o professor ensinava, o aluno deveria aprender e concordar com absolutamente tudo. O docente era visto como uma autoridade máxima, detentor da sabedoria e, caso discordasse, poderia até levar uma palmatória.

Tempos se passaram e essa relação se flexibilizou. Atualmente, há a possibilidade de discussões e discordâncias pacíficas com os docentes; uma relação equivalente, em que o professor continua sendo fonte de conhecimento, mas, os alunos também, promovendo uma troca de experiências. A pesquisa proposta por Polick, Cullen e Buskist (2010)* afirmou que de 173 pessoas entrevistadas do curso de psicologia, 79% afirmaram que algum professor fez diferença em sua vida, seja através de ter se interessado pessoalmente pelo aluno, ajudando-o a desenvolver compreensões pessoais sobre como o assunto era relevante para sua vida (...); seja demonstrando paixão pelo assunto e preocupação com a aprendizagem do aluno, entre outros.



Alunos colam recados para os professores nos corredores da Universidade Federal Fluminense


De fato, sempre há um professor com um olhar pedagógico para auxiliar o aluno. Contudo, também existem aqueles que preferem fechar os olhos. Atitudes autoritárias e ríspidas são as práticas mais comuns entre eles, além da ausência de didática nas salas de aula. Nesse sentido, caso haja alguma dúvida sobre o conteúdo da matéria, a culpa será do aluno, pois este "não estava prestando atenção".

Para esses professores que possuem a visão arcaica de inferioridade dos alunos, não existem outras obrigações além do círculo acadêmico, não existem doenças, trabalho ou contratempos. É obrigação comparecer em todas as aulas. E, quando comparecemos, não provocam reflexão e pensamento crítico, mas sim um misto de sentimentos: raiva por esse autoritarismo, tristeza por ter sido humilhado e ansiedade para ir embora.

Ano passado, um caso ocorreu com o aluno do curso de Fisioterapia da Instituição Universidade Potiguar (UnP). De acordo com o estudante, logo no início das aulas, a professora fez abordagens intimidadoras e, mesmo o jovem tentando resolver o impasse pessoalmente, não obteve resultado e o assédio moral continuou. Apesar de ter desenvolvido problemas emocionais e ser reprovado na matéria, o aluno tratou dessa questão juridicamente e ganhou a causa. Um lugar que deveria ser de aproveitamento e satisfação pelo curso acabou se tornando um empecilho desmotivacional. Os tempos mudaram, o respeito não precisa ser imposto pela subordinação, ele pode e deve ser através da cordialidade.



* "Contingências sociais que dificultam o engajamento do professor universitário em relações de qualidade com seus alunos" SANTOS, Joene Vieira-; HENKLAIN, Marcelo Henrique Oliveira. Revista Perspectivas 2017 vol. 08 n ° 02 pp. 200-214











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