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Blog Boatos e Fake News
por Ghabriella Costermani


Ghabriella Costermani é estudante de Jornalismo no 2º período da Universidade Federal Fluminense. Adora cultura pop sul coreana, além de games e animações em geral. Completamente apaixonada por cachorros e gatos, companheiros fiéis durante a escrita. Sonha com a carreira jornalística desde os sete anos de idade e hoje em seus dezoitos anos inicia a sua jornada no âmbito da comunicação.






O grande abismo: estudo revela que estudantes de escola pública têm menos chances de ingressar em universidades
Por: Ghabriella Costermani em 18/12/2018

Sempre estudei em escolas públicas. Então, sempre vivi de perto as situações dos professores e dirigentes dos colégios em que estudei. Falta de recursos sempre foi uma realidade, nunca foi uma surpresa para nenhum de nós. Sempre foi natural, um hábito. Não nos surpreendíamos se por acaso não tivéssemos um laboratório de informática ou até mesmo uma biblioteca, na verdade, era exatamente o contrário, ficávamos surpresos caso tivesse. Mas, apesar de todas essas dificuldades e toda a agressão que vem crescendo no país, meus professores nunca perderam a fé em seus alunos. Podiam estar a meses sem receber o salário, e isso não importava, exercer suas profissões e nos ajudar na nossa jornada acadêmica era o suficiente para eles. No entanto, devido às faltas de políticas públicas e sociais, raramente viam seus alunos sendo aprovados. Por conta disso, quando meus professores disseram que, por minha aprovação na UFF, valia a pena continuar se esforçando, e que alunos de escola pública poderiam sim ser aprovados, ao passo que fiquei feliz, ao mesmo tempo me senti mal. Por que um índice tão baixo de ingresso de alunos de escolas públicas em universidades? Por que tudo apontava que eu não conseguiria, que não era para mim?

Segundo um estudo divulgado pelo IBGE nessa quarta-feira (5), estudantes de colégios privados possui o dobro de chance de ingressar em faculdades do que alunos de escola pública. De acordo com os dados da Síntese de Indicadores Sociais, os de redes privadas têm 79% de chances, enquanto de redes públicas, a porcentagem cai de forma significativa: apenas 35%.

Apesar desses números significativos, durante todo o meu ano de estudos para o vestibular, ouvi muito que “era apenas eu me esforçar que eu conseguiria”. Ainda assim, escuto que não deveriam ter ações afirmativas, que era injusto e preconceituoso. No entanto, sempre pensei que esse discurso era falho. Que o que era injusto mesmo era que alguém que passava dificuldades em casa e na escola, assim como eu, competisse com uma pessoa que nunca faltou recursos. Que nunca precisou se preocupar se iria faltar comida em sua mesa, tinha uma casa, cama, alguém que não precisou trabalhar desde mais novo, teve pais que podiam investir em seus estudos, um ambiente pacífico, etc.

Mesmo com as cotas, esse abismo entre as universidades e os alunos de escola pública persiste e parece se agravar cada vez mais. Mas apesar disso, a esperança em um sistema cada vez menos desigual ainda nos habita.











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