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por Pâmela Dias


Pâmela Dias é paulista que se aventurou em terras fluminenses e apaixonada por trabalhos voluntários, é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense e técnica em administração de empresas pela Etec Jorge Street.






O que só o investimento em educação é capaz de fazer: “Pesquisadores brasileiros criam sorvete que ameniza os efeitos colaterais da quimioterapia”
Por: Pâmela Dias em 07/12/2018

Todo paciente que enfrenta a quimioterapia por conta do câncer apresenta dificuldade para se alimentar devido aos efeitos colaterais do tratamento. Eles incluem náuseas, vômitos, feridas na boca, mucosite, aftas e a sensação de boca seca que gera a falta de apetite. Então, pensando na amenização da agressividade do tratamento e, principalmente, na humanização da assistência no âmbito hospitalar, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina um sorvete capaz de anestesiar a cavidade bucal e ainda contribuir para a complementação nutricional dos pacientes.

A iniciativa foi coordenada pela professora Francilene Kunradi Vieira, do departamento de nutrição da UFSC, Paloma Mannes, nutricionista e residente em Alta Complexidade do Programa de Residência Integrada Multiprofissional do Hospital Universitário, além da nutricionista da unidade de oncohematologia Akemi Arenas Kami. Juntas a outros pesquisadores da universidade, desenvolveram um alimento com alta densidade energética, açúcar orgânico, a polidextrose, que é uma fibra insolúvel, a proteína isolada do soro de leite, mais conhecido como whey protein, e azeite de oliva sem sabor. Tudo isso sem descuidar do sabor – considerando que durante o tratamento o paladar encontra-se alterado e são inúmeras as queixas de falta de apetite.

Os sorvetes no sabor morango, chocolate e limão foram desenvolvidos em parceria com a empresa catarinense YPY Sorvetes Premium e, para testar a aceitação do produto, foi feita uma análise sensorial com 30 pacientes com câncer e 108 consumidores saudáveis. A média de aceitação foi de 75%, o que representou uma possibilidade terapêutica promissora, tanto no auxílio a indivíduos doentes, quanto para a população em geral que busca por um produto mais saudável.

Dessa forma, a partir do financiamento de pesquisas e investimento em educação pôde-se iniciar o desenvolvimento do “sorvete salva-vidas”. Contudo, de acordo com pesquisadores da universidade, o intuito principal é introduzi-lo e complementá-lo no dia a dia de todos os pacientes internados ou em tratamento domiciliar que tenham necessidades nutricionais que requeiram aumentar o valor energético e proteico na dieta. E, para tal, são necessárias receitas governamentais que promovam o aprimoramento e expansão desse alimento para os demais estados do país.

Vale salientar que os campos sociais não são independentes. Tudo está envolvido em uma troca de saberes, estudos e cuidados que retornam para a sociedade das mais diversas formas. Nesse caso, veio em forma de esperança para as dores físicas e emocionais da quimioterapia.

Há seis meses em atendimento no HU, Carolina é uma das pacientes que está participando do estudo.











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