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por Pâmela Dias


Pâmela Dias é paulista que se aventurou em terras fluminenses e apaixonada por trabalhos voluntários, é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense e técnica em administração de empresas pela Etec Jorge Street.






Mais um ponto para a ciência: transplante de células tronco e aulas de canto prometem melhora nas funções motoras de pacientes com Parkinson
Por: Pâmela Dias em 14/12/2018

O Parkinson é uma doença neurológica, degenerativa, crônica e progressiva que ocorre, em sua maioria, em pessoas acima de 65 anos. E, assim como toda célula do corpo humano, os neurônios possuem seu tempo de vida útil, se diferenciando das demais devido à sua característica não regeneralizante, o que faz com que os pacientes que possuem a doença tenham deficiência de dopamina – neurotransmissor que possui a função de controlar os movimentos e coordenação dos indivíduos. Consequentemente, sua ausência afeta a capacidade do cérebro de controlar os movimentos, resultando em tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e alterações de equilíbrio.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial acima dessa faixa etária possui a doença de Parkinson, tendo comprovado também que a prevalência da doença vai dobrar nos próximos 20 anos. Então, com o intuito de reverter e amenizar essa enfermidade ainda sem cura, pesquisadores da Iowa State University, nos Estados Unidos, comprovaram que o canto, além de aumentar a capacidade respiratória e o controle da deglutição, também traz benefícios para o estado de espírito e as funções motoras de pacientes doentes, sendo tão eficiente quanto o uso de medicamentos.

As pesquisas são promissoras por terem analisado os benefícios da cantoria a partir do monitoramento dos batimentos cardíacos, pressão arterial e nível de cortisol - hormônio relacionado ao estresse – dos participantes antes e depois das sessões, que tinham a duração de uma hora. Os pesquisadores da universidade agora se empenham para medir outros indicadores de bem estar, como o nível de oxitocina, que é o hormônio ligado à sensação de prazer.

Acrescentado a essa incrível descoberta científica, pesquisadores japoneses da universidade de Kyoto deram um passo ainda maior. No dia 9 de novembro de 2018 eles transplantaram células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) – que têm o potencial de se desenvolver em qualquer célula do corpo – no cérebro de um paciente homem de cerca de 50 anos, a fim de buscar a cura para a doença de Parkinson. As células iPS são criadas estimulando células maduras e já especializadas, para que voltem ao estado juvenil.

Nessa experiência, os cientistas injetaram 2,4 milhões de células iPS no lado esquerdo do cérebro do paciente e, caso nenhum efeito colateral se apresente nos próximos seis meses, serão injetadas a mesma quantidade de células no lado direito. Estudos anteriores comprovaram uma grande melhora na mobilidade dos pacientes após tratamento com esse tipo de célula, tornando-se, portanto, juntamente à cantoria, a esperança de cura e melhor qualidade de vida para indivíduos que têm a enfermidade.

Graças à ciência, novamente, aguarda-se a retirada do prefixo “mal” da doença de Parkinson. Mais um ponto para a ciência!











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