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Blog Futebol de Várzea
por João Eduardo Ferreira Dutra


João Eduardo Ferreira Dutra é estudante de jornalismo da UFF, torcedor do Flamengo, dos Jets, dos 76ers, Yankees, Buckeyes e Liberty. Fã de grandes histórias e de não tão grandes aventuras. ‘Até logo e obrigado pelos peixes.’






Seu machismo bate na minha bola de ouro e volta
Por: João Eduardo Ferreira Dutra em 12/12/2018

A Bola de Ouro, ‘Ballon D’Or’ em sua língua original, é talvez o prêmio individual mais importante do futebol mundial. A honraria concedida pela revista ‘France Football’ pela primeira vez decidiu premiar a categoria feminina do esporte, o que é motivo de comemoração, pois mostra o avanço da igualdade de gêneros e do feminismo em um ambiente tão machista como o do futebol.

Porém, como diria o ditado, velhos hábitos demoram a morrer. A três vezes campeã da Champions League feminina, Ada Hegerberg, foi a primeira a ganhar a tradicional prêmio. O que deveria ser um momento de extrema alegria para Ada e de celebração de todos aqueles que acreditam na igualdade entra os sexos rapidamente ficou constrangedor e machista. Depois de receber o prêmio, a jogadora do Olympique Lyonnais foi perguntada pelo co-apresentador, o DJ Martin Solveig, ‘se ela sabia rebolar’. A futebolista de 23 anos ficou claramente constrangida com a pergunta, disse que não e aparentemente tentou sair do palco, ela ainda dançou com o DJ antes de finalmente se retirar.

Ada Hegerberg fez 42 gols nessa temporada, e tem 272 gols no total de sua carreira com apenas 23 anos. Ela provavelmente é a melhor atacante da Europa a 4 anos e esse seria seu primeiro prémio a nível mundial, mas veio um babaca e não deixou ela aproveitar a situação ao máximo. A única coisa boa da situação foi a reação da mídia, grande parte da internet saiu em defesa de Ada, assim como os portais de notícias no geral.

O que era pra ser uma comemoração do final da dominância de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em prêmios individuais com a vitória de Luka Modric, ou da esperança da renovação do esporte com Kylian Mbappé e principalmente a chegada da categoria feminina no prêmio acabou virando mais um exemplo do desrespeito que as mulheres passam. Não importa o quão sucedida ela for, aparentemente, sempre vai ter um idiota pra fazer uma ‘piadinha’ dessas.











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