Abertura   Editorial   Colunistas   Contato  
 
     
 
 
   
  PSICANALISTA
POLÍTICO
  BOATOS E
FAKE NEWS
  RESENHAS
LITERÁRIAS
  FUTEBOL
DE VÁRZEA
  OPINIÃO DOS
PARCEIROS
  DIVULGAÇÃO
CIENTÍFICA
 
 
 

 

Blog Futebol de Várzea
por João Eduardo Ferreira Dutra


João Eduardo Ferreira Dutra é estudante de jornalismo da UFF, torcedor do Flamengo, dos Jets, dos 76ers, Yankees, Buckeyes e Liberty. Fã de grandes histórias e de não tão grandes aventuras. ‘Até logo e obrigado pelos peixes.’






Paguem elas!
Por: João Eduardo Ferreira Dutra em 19/12/2018

Muitos no Brasil devem conhecer a NBA, liga profissional de Basquete masculino americana, mas o que não é tão famoso assim em terras tupiniquins é a WNBA, a liga feminina de basquete dos Estados Unidos. A liga está apenas em seu vigésimo primeiro ano, porém vem crescendo exponencialmente no país. Os jogos chegaram à média de 7.716 torcedores, número muito expressivo levando em consideração que a NBA só chegou a algo parecido em seu vigésimo sexto ano.

Dito tudo isso, está na hora das jogadoras começarem a receber melhores salários. Essa discussão é o elefante da sala quando o assunto NBA e WNBA é tocado. A questão é que muitas pessoas contra o aumento utilizam de estratégias baixas para provar um ponto. Por exemplo, foi atribuída a atleta Brittney Griner a seguinte frase, “Você tem jogadores medíocres como Tyler Johnson ganhando quase US $ 20 milhões por ano. Nós merecemos mais respeito.” Embora a frase não tenha muitas mentiras, não é de bom tom uma atleta do mesmo esporte dar uma chamada assim em outro jogador, certo? Certo, o único problema é que Brittney Griner nunca disse isso.

“Nunca disse isso. Eu acredito que devemos ser mais pagas na WNBA antes que as jogadoras decidam apenas jogar no exterior e descansar nossos corpos durante o verão. No entanto, eu nunca dei uma chamada em um jogador da NBA. Eu disse que eles fazem uma quantia louca de dinheiro e seria bom fazer até a metade do que eles fazem. Também (sem desrespeito, mas eu nem sei quem ele é) não chamaria ninguém que eu não conheço. Especialmente não sei o quanto ele ganha.” Brittney disse em uma rede social.

Na era das fakes news, notícias falsas como essa só servem para minar a discussão. Por exemplo, no programa americano, ‘The Fumble’, o apresentador Matt Demeke disse: “Elas querem ganhar a mesma coisa que o Steph Curry? Basicamente ela disse que querem um pagamento igualitário da NBA, o que é irreal agora.” Não, ela não disse isso, nem basicamente isso. Claro, qualquer um quer ganhar o dinheiro que o Steph Curry está ganhando, mas a questão não é essa. Sim, salários igualitários quantitativamente são irreais entre jogadoras da WNBA e jogadores da NBA, isso se dá porque são organizações diferentes, com diferentes tipos de arrecadação, mas o que não irreal é pensar que as atletas deveriam ganhar uma porcentagem mais parecida que os atletas.

Se prepare porque isso vai ficar bem matemático agora.


As ligas têm determinadas receitas, como qualquer empresa, e essa receita é dividida para pagar as contas. Dentro dessas contas estão os salários que são pagos as jogadoras e jogadores. Neste exato momento, a NBA utiliza 50% de sua receita para remunerar suas estrelas, e o Tyler Johnson, além do fato que, embora muito difícil de encontrar dados concretos sobre a WNBA, a liga só utiliza cerca de 22% de sua receita para os salários.

Nesse ano, a média de salários da WNBA é de aproximadamente 75.000 dólares anuais e, enquanto não é possível discutir a quantidade de dinheiro com a liga atual, vale lembrar que em 1971, o ano que NBA alcançou o número de torcedores nos estádios da WNBA hoje em dia, a média salarial era de 90.000 dólares, que ajustando com a inflação daria cerca de 500.000 dólares anuais.

Tá bom, é complicado para uma liga mais jovem, menor e com menos arrecadação pagar uma mesma porcentagem do que uma das maiores ligas do planeta, mas o que inegável é a necessidade de se aumentar a fatia do bolo para as jogadoras, talvez não chegue aos 50%, mas com certeza tem que chegar em um número mais justo para as atletas.











Post posterior
O caso Jordan McNair
 
Post anterior
Premier League faz campanha em apoio a comunidade LGBT




 



Psicanalista Político
Boatos e Fake News
Resenhas Literárias
Futebol de Várzea
Opinião dos Parceiros
Divulgação Científica
 

Abertura
Editorial
Colunistas
Contato