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por Victoria Pereira


Victoria Pereira é natural de Cuiabá, estuda jornalismo na Universidade Federal Fluminense. Adora cinema, viajar e conhecer novas culturas. Em busca de uma sociedade mais justa e igualitária. Todo poder ao povo preto.






Estudantes da UFF promovem projeto de reflorestamento no Morro Boa Vista
Por: Victoria Pereira em 20/12/2018

Nos últimos dois meses, os alunos do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal Fluminense (UFF) têm se dedicado ao projeto de reflorestamento do Morro Boa Vista, localizado em Niterói. O projeto está vinculado ao Programa de Educação Tutorial (PET) do curso e tem parceria com uma empresa que cedeu um dos lotes para os estudantes fazerem os processos de reflorestamento da área. A proposta é contribuir na formação dos estudantes, além de trocar experiência e conhecimento, e evitar possíveis catástrofes, como a que aconteceu no começo do mês no Morro da Boa Esperança.

A área total do morro é de aproximadamente 22,5 hectares, por enquanto os alunos estão se dedicando a meio hectare, cerca de 5 mil metros². O morro foi dividido de acordo com a dificuldade de acesso e as características do solo, já que têm áreas que são muito difíceis de trabalhar. Jessica Raposa, 23, estudantes de Engenharia Agrícola e Ambiental, é uma dos estudantes que participa do projeto de reflorestamento. Ela conta que houve uma grande procura dos alunos do curso quando foi aberta a inscrição para selecionar mais voluntários. Ao todo participam 17 alunos do PET, entre eles são 12 bolsistas e 5 voluntários. Só do projeto do Morro Boa Vista, são 10 alunos e 3 voluntários.

O PET-Eng. Agrícola e Ambiental foi criado em 2011 pelo professor Ednilton Tavares de Andrade, atualmente o tutor é o professor Carlos Pereira e o coordenador do projeto de reflorestamento é o professor Marcos Teixeira. Ao todo, são 4 projetos de pesquisa e extensão: reflorestamento, irrigação, hidroponia e compostagem. Anualmente o PET recebe uma verba para a compra de equipamentos e materiais. Esse dinheiro é dividido entre as seções do programa - marketing, projetos, eventos e operações, porém muitas vezes acaba não sendo suficiente para a compra de tudo que precisa, fazendo com que deem prioridades para certas coisas.



Os coordenadores repassam o que deve ser feito antes de cada dia de trabalho, uma vez que projeto foi elaborado em etapas para facilitar a execução e permitir que os alunos participem de tudo. “A intenção é ensinar como é que se faz e colocar o pessoal para fazer, a gente vai fazendo junto mesmo. Um funcionário da empresa nos acompanha, mas em geral somos nós que fazemos”, explica Jessica.

Jessica já tinha contato com reflorestamento no estágio e contou que a intenção do projeto é recuperar a área que além de ser muito inclinada e ter muitas pedras, existe histórico de deslizamento, tanto que há uma casa que está toda destruída embaixo do local que estão trabalhando. “O trabalho é pesado...um sol de 40º graus nas suas costas porque lá não tem cobertura e não tem como fugir (risos). E para chegar é difícil porque o morro é inclinado, sem falar que tem de subir e descer o tempo todo”, relembra.

Tainara Araujo, 28, estudante de Engenharia Agrícola e Ambiental, está há três meses participando do PET e vê com otimismo as oportunidades de colocar em prática o que está aprendendo dentro da sala de aula. “Eu estou há três meses no PET e participar desses projetos está agregando muito na minha formação. Eu sentia falta disso, da convivência, de ir lá no campo...ver o que é o reflorestamento é muito gratificante para mim”, afirma.

As estudantes contam também que a ideia é estender as plantações para mais dois setores do morro, usando uma área como testemunha onde não vão plantar nada e na outra área testar outro método de plantio, para futuramente fazer um estudo de comparação. Elas ressaltam que o projeto de implantação vai até dezembro deste ano e posteriormente, vão se dedicar as fases de observação e manutenção do lugar durante um ano e meio com intervalos entre três meses e depois a cada 6 meses. “Depois do plantio, a gente tem que observar o crescimento, avaliar as plantas que morreram e repor, se necessário”, explica Jessica.



A parceria com a empresa está sendo fundamental para a realização do projeto de reflorestamento, visto que as mudas vêm direto do viveiro deles, além dos equipamentos disponibilizados e o trabalho de capina que é feito pelos funcionários da empresa. Por enquanto, ainda não tem uma bolsa exclusiva do projeto.

Jessica acredita que o PET é um meio de aplicar o que o aluno aprende em sala de aula e que muitas vezes, você não tem as soluções escritas para todos os problemas que aparecem. “Às vezes, você se depara com situações que não estão escritas no livro, e é isso que o projeto te dá. Aprender a lidar com situações que você precisa resolver na hora”, afirma.











   
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