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por Stevens Rehen


Stevens Rehen é neurocientista, especializado em pesquisas com células-tronco.

Diretor de pesquisa do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.

Membro da Academia de Ciências da América Latina e Membro Afiliado da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento (TWAS).






Neurônios da dor, agora produzidos em laboratório
Por: Stevens Rehen em 20/09/2018

Neurônios da dor, agora produzidos em laboratório.

Próximo passo: conectá-las a dispositivos eletrônicos e simular como recebem estímulos externos e os transmitem.

Reportagem sobre nossa pesquisa na Revista FAPESP:

Pesquisadores brasileiros desenvolveram em laboratório neurônios sensoriais humanos. Essas células são responsáveis por transmitir a sensação de dor e estímulos ambientais como temperatura e pressão para o cérebro e outros órgãos do sistema nervoso central.

Outros grupos já haviam obtido resultados semelhantes, mas os neurônios não eram funcionais. O grupo dos neurocientistas Stevens Rehen e Marília Zaluar Guimarães, ambos do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), criaram neurônios sensoriais humanos que respondem a substâncias químicas causadoras de irritação.

Eles usaram técnicas de reprogramação genética para transformar células da pele em outras menos especializadas e mais versáteis, as células-tronco de pluripotência induzida. Em seguida, com outros compostos, estimularam-nas a originar neurônios sensoriais. “Obtivemos neurônios em condições próximas à da fisiologia humana e capazes de responder a substâncias químicas que causam irritação, como a resiniferatoxina e a capsaicina, princípio ativo da pimenta-malagueta”, conta Rehen, coordenador do estudo, feito em parceria com um pesquisador da multinacional de cosméticos L’Oréal.

As células exibiram outras características específicas de neurônios sensoriais: capacidade de detectar estímulos dolorosos e produzir compostos que transmitem os sinais de dor ao cérebro (Frontiers in Molecular Neuroscience, 22 de agosto). “Esperamos que essas células permitam aprimorar os estudos sobre o papel dos neurônios sensoriais na dor crônica, que afeta milhões no mundo”, diz Guimarães. “Elas também podem ajudar a reduzir o uso de animais no desenvolvimento de analgésicos.”

Os pesquisadores planejam conectar os neurônios sensoriais a dispositivos eletrônicos e simular como essas células recebem os estímulos externos e os transmitem ao sistema nervoso central.











   
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