Abertura   Editorial   Colunistas   Contato  
 
     
 
 
   
  PSICANALISTA
POLÍTICO
  BOATOS E
FAKE NEWS
  RESENHAS
LITERÁRIAS
  FUTEBOL
DE VÁRZEA
  OPINIÃO DOS
PARCEIROS
  DIVULGAÇÃO
CIENTÍFICA
 
 
 

 

Blog Futebol de Várzea
por Felipe Rebeque


Felipe Rebeque é graduando em jornalismo na Universidade Federal Fluminense. Carioca. Flamenguista. Respira esporte. Amantes de piadas ruins e sempre disposto a escrever diversas coisas.






A dificuldade do futebol feminino – Maiara Souza na busca pelo sonho
Por: Felipe Rebeque em 04/10/2018

É notório o crescimento do futebol feminino pelo mundo, mas, no Brasil, o esporte vem se arrastando no cenário esportivo. A diferença entre o futebol masculino e o feminino é gritante no país da bola: enquanto a pelota jogada por homens conta com total apoio de grandes empresas, altos salários, estádios cheios e grandes investimentos, por outro lado, o feminino ainda é deixado de lado e tenta sobreviver com pouca parceria, baixo apoio da população e um grande preconceito que pode ser notado por diversas pessoas dentro de um país machista.

Diversos fatores dificultam uma maior evolução do futebol feminino no Brasil, dentre eles: o pouco investimento sobre o esporte e a cultura do próprio país.
O Brasil sempre teve o machismo em sua cultura, fazendo com que o pensamento de futebol fosse ligado ao gênero masculino e constantemente comparando os dois gêneros, deixando de lado o futebol jogado pelas mulheres, por ser taxado como um jogo sem graça e chato.

Um reflexo dessa disparidade é que, no masculino, há um investimento altíssimo, muitas empresas buscam investir suas marcas nas principais competições, visto que são transmitidas por diversos veículos de comunicação e terão um maior retorno. Já no feminino, poucas demonstram interesse devido a pouca procura do esporte por parte da sociedade e uma pequena quantidade de jogos transmitidos.

Maiara Souza, carioca de 26 anos, enfrentou diversos desses desafios na busca do seu maior sonho: ser jogadora profissional de futebol feminino. A menina que começou jogando na rua no meio dos meninos rodou o Brasil jogando em diversos clubes, atuou em um dos maiores clubes do país, o Flamengo, e atualmente joga no Benfica de Portugal.

A jogadora, em entrevista, contou a diferença entre o Brasil e a Europa além de dar um panorama do que o futebol feminino no Brasil precisa: APOIO.


Quando decidiu ser jogadora? Esse sonho é desde criança?

“Quando vi que era possível galgar esse caminho. Eu sempre joguei com os meninos na rua, mas como eu não sabia que existia futebol feminino, então não sonhava, mas depois que vi que existia, eu comecei a sonhar alto.”

Em um país com tradição patriarcal e machista como o Brasil, uma grande parte da população acha que futebol é pra homem. Você sofreu preconceito com essa escolha? Teve apoio da sua família?

“Eu sofri mais jogando na várzea, quando comecei a jogar profissionalmente não me deparei com ninguém que discriminasse, graças a Deus, porém, ainda existe muito, mas não tive essa experiência e espero não ter.”

Qual a maior dificuldade que uma mulher enfrenta pra ser jogadora?

“Hoje, a questão financeira. Depende muito do que você galgou e o seu currículo, se não, você não consegue ganhar o dinheiro que almeja. Muitas meninas desistem por isso também, vão trabalhar porque não tem tanto investimento assim.”


Maiara nos mostra que o futebol feminino caminha a passos largos no país. Embora tenha a “rainha do futebol”, Marta, com 6 bolas de ouro, infelizmente, a tradição e a procura pelo esporte ainda é pequena. No entanto, foi aprovado um novo estatuto da Conmebol que passará a ser implantado em 2019, em que os clubes só poderão jogar as competições internacionais, Libertadores e Sul-americanas, se possuírem um time de futebol feminino. Um importante passo na busca do crescimento do esporte jogado por mulheres na América e, principalmente, no Brasil.











   
Post anterior
O Rugby no Brasil




 



Psicanalista Político
Boatos e Fake News
Resenhas Literárias
Futebol de Várzea
Opinião dos Parceiros
Divulgação Científica
 

Abertura
Editorial
Colunistas
Contato