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Blog Psicanalista Político
por Felipe Pena


Felipe Pena é jornalista, psicólogo, roteirista e professor da UFF.

Doutor em literatura pela PUC, com pós-doutorado em semiologia pela Sorbonne, é autor de 15 livros e diretor do documentário "Se essa Vila não fosse minha". Visiting Scholar na New York University.

Foi sub-reitor da Universidade Estácio de Sá entre 1999 e 2004 e comentarista do Estúdio I, na Globonews, entre 2013 e 2015.

Escreve semanalmente no Jornal Extra.






Temer faz a blindagem da blindagem e diz que nenhum ministro será derrubado pela Lava Jato
Por: Felipe Pena em 14/02/2017

Na tarde de ontem, Temer anunciou que os ministros denunciados pelo STF serão afastados provisoriamente e os que se tornarem réus serão demitidos. Na prática, isso significa que nenhum ministro sairá do governo por causa da lava-jato, Há duas razões básicas:

1 – Se o ministro for afastado após a denúncia, o processo vai para a primeira instância , a não ser que o afastamento seja através de uma licença (como quer O governo), o que continua garantindo o foro privilegiado e o salário de 32 mil reais para ficar em casa. Além disso, a PGR demora, em média, um ano, para oferecer denúncia a delatados na Lava-jato.

2 – Se o ministro for deputado e mantiver o foro após o afastamento, o tempo médio entre o oferecimento da denúncia e o aceite do STF, tornando-o réu, é de um ano e meio.

Ou seja, em ambos os casos o procedimento levará quase o tempo de mandato que ainda resta a Temer, se o TSE não abreviar sua presidência.

Enquanto isso, continuaremos com um ministério formado por enrolados na operação Lava-jato, cuja revisão no STF caberá a um magistrado indicado pelo próprio Temer, que é citado 43 vezes em apenas uma delação.

O Primo (Eliseu Padiha), o Careca (José Serra) e o Angorá (Moreira Franco) respiram com alívio e zombam do Brasil.

Na cara dura, Temer estabeleceu que, no governo dele, nenhum ministro será derrubado pela Lava-jato.

A pergunta é: vamos permitir?









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