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Blog Futebol de Várzea
por Pedro Menezes


Pedro Menezes é estudante de jornalismo na Universidade Federal Fluminense. Ama esportes, carnaval e uva passa.






É possível o futebol como meio de promover as discussões políticas?
Por: Pedro Menezes em 28/12/2018

Entre uma série de exemplos negativos alguns clubes europeus aparecem como uma luz no fim do túnel

Ser humano é um ser político. Faz política quando quer, quando não quer, quando tenta ser e até quando não tenta.

Em ambientes de grande apelo popular, é normal e até esperado que em algum momento haja manifestações de cunho político como forma de afirmação de ideais daquele grupo. No futebol não é diferente. Temos exemplos positivos e negativos.

Em agosto, líderes de torcida da Lazio - um dos clubes mais populares da capital italiana, e com suas “torcidas organizadas” envolvendo-se constantemente em casos de fascismo, anti semitismo e machismo - divulgaram um panfleto onde desaprovam a presença de mulheres nas 10 primeiras filas da “Curva Nord” - local no estádio onde esses torcedores costumam ficar. O panfleto dizia que aquele local é “como uma trincheira” e condenou quem “escolhia um estádio como alternativa a um passeio romântico.”

A torcida organizada “Irriducibili” da Lazio é conhecida por suas atitudes controversas e intolerantes, como cânticos com gestos fascistas, exaltações à Mussolini e piadas sobre crimes contra a humanidade, como em um caso que imagens de Anne Frank com a camisa da Roma - maior rival da Lazio - foram encontradas nos arredores do Estádio Olímpico de Roma, além de Paolo di Canio, um ex-jogador do clube ter comemorado um gol com uma saudação fascista.

O clube já emitiu dezenas de notas desvinculando as atitudes de seus torcedores com as pregadas pelo clube, inclusive com seus jogadores entrando em campo com camisas com o rosto de Anne Frank numa demonstração de sensibilidade.

Mas o futebol conta também com outros exemplos de clubes que utilizam do futebol para a promoção de causas sociais e políticas. Os maiores destaques são:

St. Pauli - clube alemão da cidade de Hamburgo já demonstra o quanto valoriza pautas sociais quando em seu estatuto se declara anti-nazista, anti-racista e anti-homofóbico. Valores que deveriam ser unanimidade em qualquer organização, mas que como sabemos, são abandonados na prática. O clube, que já possuía um estatuto antinazista, reforçou isso ainda mais em meados da década de 80 com a ascensão do movimento neonazista na Alemanha, com o intuito de afastar simpatizantes de tais práticas do clube.

Rayo Vallecano - modesto clube da capital espanhola, que apesar de disputar as principais divisões do futebol nacional, não atinge o patamar financeiro de seus coirmãos Real Madrid e Atletico de Madrid. Mas apesar disso, o Rayo se faz grande de outras formas. O estádio do clube sempre é palco de discussões de cunho social e político. Seus torcedores já protagonizaram vários bonitos gestos, como ajudar uma senhora do bairro que não tinha onde morar a pagar um aluguel vitalício, além do dinheiro que sobrou na época ser utilizado para tratar o câncer de um ex-goleiro do clube. O Rayo também costuma demonstrar que apoia importantes causas em seus uniformes, como a LGBT+ e a luta contra a o câncer de mama.

Livorno - fundado na cidade que foi berço de fundação do primeiro partido comunista da Itália, o Livorno é um dos clubes de futebol mais engajados politicamente no mundo. Desde frases comuns que adeptos ao clube proferem como "se é Livorno, é de esquerda" até jogadores. Um dos maiores artilheiros da história do clube, Cristiano Lucarelli, perdeu espaço na seleção italiana após marcar um gol, tirar e camisa deixar visível por baixo uma blusa com a imagem de Che Guevara. Além disso é comum ouvir a torcida do clube cantar músicas antifascista, como "Bella Ciao", fazendo gestos simbólicos, como o punho cerrado e erguido.











   
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