Abertura   Editorial   Colunistas   Newsletter   Contato  
 
         
 
 
   
  ARTE E
CIÊNCIA
  LITERATURA
E POLÍTICA
  BASTIDORES
DO PODER
  REPORTAGENS
E ENTREVISTAS
  OPINIÃO DOS
PARCEIROS
  ENTRELINHAS
DE BRASÍLIA
  MEMES E
CHARGES
  VÍDEOS E
CURTAS
  LIVROS E
ARTIGOS
 
 
 

 

Blog Opinião dos Parceiros
Clipping de notícias


O Blog é composto pelo clipping de notícias veiculadas em outras mídias.

Aqui você encontrará matérias de nossos parceiros: GGN - o Jornal de todos os Brasis, DCM - Diário do Centro do Mundo, Mídia Ninja, Brasil 247; dentre outros canais de igual relevância.

O blog é voltado ao jornalismo de expressão e narrativas independentes; direcionado às grandes questões políticas de nosso país.





Busca da polícia na casa do filho de Lula mostra por que o tráfico em São Paulo só aumenta
Por: Joaquim de Carvalho (DCM) em 11/10/2017


O tráfico de drogas em São Paulo explodiu nos últimos vinte anos no Estado de São Paulo depois que uma organização criminosa assumiu o comando das cadeias e, de dentro do sistema penitenciário, passou a controlar o comércio de drogas nas ruas.

A operação policial realizada na casa do filho do ex-presidente Lula em Paulínia, Marcos Cláudio, na região de Campinas, mostra por que isso aconteceu: a falência da policia de segurança pública na unidade mais rica da federação.


Realizar busca e apreensão na casa de alguém com base em denuncia anônima revela mais do que a disposição para perseguir a família de uma liderança política.

Revela inépcia, e nisso se inclui o juiz que autorizou medida tão agressiva com base em denúncia anônima.

A jornalista Rose Guglielminetti, comentarista de política da Band de Campinas, informa que os policiais não encontraram o que procuravam, mas não saíram de mãos vazias.

Talvez para não perder a viagem, apreenderam documentos, CDs e DVDs que estavam no local.

“O conteúdo não foi informado pela polícia, que entrou em contato com a Polícia Federal”, diz a jornalista, em seu blog.

Seria até cômico, não fosse trágica tamanha lambança. Em qualquer cidade do Brasil, não é difícil saber onde acontece o comércio de drogas.

Na comunidade de Paraisópolis, por exemplo, nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, a venda de drogas é praticamente livre, principalmente nos fins de semana, quando acontecem os bailes funks.

Há 20 anos, era possível entrar e sair da comunidade sem problemas. Hoje, durante a noite, existem olheiros em cada esquina e a ordem do tráfico é para que os carros circulem com faróis baixos.

Eu era repórter na TV Globo quando um policial experiente que havia trabalhado na Departamento de Entorpecentes (Denarc) me contou como o tráfico em São Paulo cresceu com a participação de policiais pagos pelo Estado para combater a venda de drogas.

“Um teste de pureza nas drogas nunca é feito. Se fosse feito, se descobriria que a cocaína apreendida é sempre de baixa qualidade”, contou.

E por quê?

Porque a polícia especializada, quando faz uma grande apreensão, trata de separar metade da droga apreendida para recolocar no mercado. A metade que sobre é misturada com outros produtos e apresentada à justiça.

“Se são apreendidos 200 quilos, vão ser apresentados 200 quilos, só que metade foi retirada e, pelos meios que os policiais conhecem, recolocada nas ruas”, afirmou.

É por isso que um dos postos mais cobiçados pelos policiais de São Paulo, depois da polícia fazendária, é o departamento de narcóticos.

Ali a oportunidade de negócios é enorme.

De vez em quando, aparece um delegado em algum escândalo, como do chefe do setor de inteligência, delegado Clemente Calvo Castilhone Júnior, preso em 2013 sob acusação de vazar informação sobre investigação aos traficantes.

Ou do delegado Everardo Tanganelli Júnior, investigado pelo Ministério Público Estadual por suspeita de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. Em 2008, ele tinha salário de R$ 8,5 mil e patrimônio declarado de R$ 4,5 milhões, o equivalente hoje R$ 7 milhões.

Se a polícia de São Paulo quer mesmo combater o tráfico, precisa ter vontade para enfrentar aqueles que estão mais próximos, e quando receber alguma denúncia anônima investigar antes de pedir ao juiz um mandado de busca e apreensão.

No conforto dos gabinetes, salvo exceções respeitáveis, os magistrados autorizam qualquer coisa. Se for contra um filho de Lula, então, é a certeza de sair com a ordem judicial, para devassar e escrachar.

Mas, com o tempo, essas ações contribuem para desmoralizar ainda mais uma instituição vista sempre com muita desconfiança.










Post posterior
Uma mão lava a outra e Temer socorre Aécio
 
Post anterior
O nazismo alemão e a situação de exceção no Brasil




 



Arte e Ciência
Literatura e Política
Bastidores do Poder
Reportagens e Entrevistas
Opinião dos Parceiros
Entrelinhas de Brasília
Memes e Charges
Vídeos e Curtas
Livros e Artigos

 

Abertura
Editorial
Colunistas
Newsletter
Contato