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Blog Psicanalista Político
por Luiz Carlos Prata Regadas


Luiz Carlos Prata Regadas é Sociólogo e Mestre em Planejamento e Políticas Públicas pela Universidade Estadual do Ceará - UECE, blogueiro na Fan Page @TvDoHabilidoso (Facebook) e trabalho assessorando projetos da agricultura familiar para os movimentos sociais.






Brigada de solidariedade a Cuba
Por: Luiz Carlos Prata Regadas em 12/04/2019

A brigada de solidariedade a Cuba começa a ser preparada mais ou menos um ano antes pelo ICAP (Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos). Após a decisão da programação, o ICAP divulga a mesma para as Casas de Amizades em todas as localidades do mundo que tem parceria para que possam divulgar e começar a inscrição dos interessados.

Anualmente existem duas brigadas fixas: a de janeiro e a de maio. A primeira é a Brigada Sul-Americana de solidariedade a Cuba e a segunda é Brigada Internacional Primero de Maio. E a cada três anos, no mês de outubro, existe uma terceira brigada conhecida como "Por los Caminos del Che".

No Brasil, no caso específico da XXVI Brigada Sul-Americana, ela foi divulgada também no site Nocaute (https://nocaute.blog.br/2018/08/28/abertas-as-inscricoes-para-mais-uma-brigada-de-solidariedade-com-cuba/) em agosto de 2018. No entanto, é possível que o interessado já fique sabendo antes, mas para tal tem que ficar de olho na programação enviada as entidades de solidariedade Brasil-Cuba que estão distribuídas em quinze estados do Brasil: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Sergipe e Bahia. No Rio de Janeiro, os interessados podem entrar em contato com a Associação Cultural José Martí (ACJM) que fica na Avenida 13 de Maio, 23, salas 1623 e 1624, pelo telefone (21) 2532-1335 ou pelo e-mail (majasimoes@gmail.com). A responsável pela associação é a senhora Antonieta que é a Coordenadora Estadual da Brigada

As entidades realizam vários encontros anuais com debates e festas em solidariedade a Cuba e quando a programação das brigadas é divulgada elas buscam orientar aqueles que têm interesse em conhecer Cuba. Orientam aos interessados o modo de como devem proceder para tirar: o passaporte, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (Documento retirado na ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Para emissão do mesmo basta levar o documento do posto de saúde que comprove que o paciente tomou a vacina da Febre Amarela em menos de 10 anos). Para inscrever-se é necessário que os interessados preencham a ficha de inscrição e façam parte dos debates que as entidades de solidariedade Brasil – Cuba realizam sobre a ilha com o objetivo de transmitir aos brigadistas inscritos um pouco sobre a história da ilha e para que eles possam sanar as dúvidas que por ventura surgirem como o da retirada do visto cubano que não é difícil de tê-lo. Para adquiri-lo os brigadistas podem comprá-lo no aeroporto de saída para o Panamá ou ao chegar ao aeroporto panamenho, Tocumen, podem comprar o mesmo pela quantia de $ 20 dólares, antes de se dirigir para o portão de embarque para Cuba.

O custo da brigada fica em torno de 580 euros que equivale a 640 CUC (Moeda turística de Cuba) ou aproximadamente R$ 2.691,20 (Euro a custo de R$ 4,64). Esse valor é pago pelo brigadista ao chegar no acampamento. Vale lembrar que o número de vagas para os brasileiros é estabelecido pelo ICAP e que normalmente fica em torno de sessenta a setenta participantes.

A brigada é um trabalho voluntário de solidariedade de seus participantes com Cuba. Ela é, acima de tudo, um espaço de aprendizado, de solidariedade, de unidade e os brigadistas tem a possibilidade de aprender sobre Cuba, sobra a Cuba socialista que tem dificuldade, porém se levanta em meio a um bloqueio para mostrar que um mundo melhor é possível.

Ela é composta por pessoas de todo o mundo que desejam ser solidárias a Cuba, que desejam conhecer um pouco mais do dia a dia da Ilha. Entre os participantes temos crianças, idosos, jovens, adultos de diferentes profissões como: professores, sociólogos, psicólogos, bibliotecários, políticos, policiais federais entre outras profissões. Pessoas que buscam se doar a luta por um mundo mais justo. Eles, em sua maioria, viajam com recursos próprios, mas existem brigadistas que fazem vaquinha on line (Crowdfunding), que são financiados pelos seus sindicatos e aqueles que os pais ou familiares custeiam.

Durante as brigadas, os brigadistas trocam ideia sobre a realidade sócio-política de cada delegação presente. No caso especifico da XXVI Brigada Sul-americana que teve início no dia 24 de janeiro e fim em 07 de fevereiro desse corrente ano, tratou-se de temas como a necessidade da unidade Sul-americana pela liberdade de Luiz Inácio Lula da Silva que é considerado um homem de referência em toda a América Latina e Caribe, tratou-se da perseguição que Cristina Kirchner (Ex-presidente da Argentina) e Dilma Rousseff (Ex-presidente do Brasil) vem sofrendo e dos assassinatos de líderes populares como lideres dos povos Mapuche no Chile, indígenas no Brasil, entre outros da região.

Ela foi composta por companheirxs da Argentina, Chile e do Brasil. Em seus nove (9) primeiros dias a brigada aconteceu no Campamento Internacional Julio Antonio Mella (CIJAM) que fica na província de Artemisa, a 45 km de Havana. Durante esses dias os brigadistas contaram com palestras de deputados locais, de atletas medalhistas olímpicos cubanos, de um professor de economia, do presidente do ICAP, Fernando Gonzalez (um dos cinco últimos agentes cubanos soltos pelos EUA em dezembro de 2014), trabalharam no campo plantando, ou preparando o terreno para o plantio, ajudaram na cozinha ou na limpeza do alojamento, participaram de uma corrida solidária pelos sessenta anos do triunfo da Revolução Cubana e conheceram o Museu da Revolução. Os brigadistas também participaram da IV Conferência Internacional de Equilíbrio pelo Mundo onde assistiram excelentes palestras, dentre elas, destaco a de Frei Beto sobre Alienação da Juventude. Eles também participaram da tradicional Marcha das Tochas que este ano foi em homenagem ao 161º aniversário de José Martí e contou com mais de 10 mil participantes.

Os últimos seis (6) dias foram nas províncias de Matanzas e Santi Spiritus. Em Matanzas os brigadistas conheceram a praia Girón e de Caleta Buena, o museu de Girón, conversaram com médicos cubanos sobre o sistema de saúde de Cuba e visitaram a sede do Conjunto Artístico Comunitário Korimakao onde assistiram ao lindo espetáculo Raízes. Importante lembrar que Girón foi atacada em 1961 por cerca de 1700 ex-soldados de Fulgencio Batista que tiveram o apoio dos EUA. Na ocasião, os americanos financiaram o ataque com dinheiro, barcos, aviões e armas com o objetivo de retomar o poder em Cuba. No entanto, dois dias depois os desertores da ilha se renderam e a vitória nessa batalha foi mais um êxito da revolução cubana de Fidel.

Os últimos dias foram em Santi Spiritus e os brigadistas conheceram na Vila Clara, em Santa Clara, o complexo monumental Ernesto Che Guevara, local onde estão as cinzas de Che e os corpos de outros lutadores, visitaram ao Trem Blindado (El Tran Del Che), puderam conversar com o Conselho de Defesa da Revolução – CDR e conheceram a cidade colonial de Trinidad. Porém, não só de debates e passeios é a brigada e nas noites os brigadistas podem desfrutar de boa conversa regada a música cubana, a Mojito, a Cuba Libre, entre outras bebidas e charutos. E foi assim na festa das nações, a festa de despedida dos brigadistas, onde puderam apresentar a cultura de seus países e se socializarem.

Para concluir a XXVI brigada Sul-americana, os brigadistas foram ao encerramento oficial no Complexo Monumental Camilo Cienfuegos que fica na província de Yaguajay. Esse belo evento contou com a participação das autoridades locais, de estudantes da província e dos brigadistas, que juntos fizeram uma bonita festa e ao final cantaram parabéns em comemoraram a Camilo Cienfuegos que, se vivo fosse, estaria fazendo oitenta e sete anos.

Dessa forma, todos os brigadistas se sentem convocados a continuar construindo, cada vez mais, a unidade de toda a América Latina.









   
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